Alguns já sabem que viajo em cerca de vinte dias para passar outros quarenta fora, trabalhando e depois em férias. Quem acompanha o ENTRELACE sabe também que há alguns posts na gaveta "Diário de Viagens". Eles mais deveriam do que contaram, na verdade, as histórias das viagens para Argentina (dez/2007), Venezuela (jul/2008) e o mochilão Peru-Chile-Argentina (out/2008). Para facilitar as coisas, já que o ENTRELACE e o ENTRELACE v2.0 andam juntos agora, padronizo assim: sempre que falar destes temas, os títulos dos posts começarão com a tag [#diariodeviagens].
Pois bem, para a próxima jornada, havia ainda duas coisas das quais precisava. Uma delas era um saco de Nylon Risptop/Cordura da Curtlo (única marca que fabrica aqui no Brasil), que serve para proteger a mochila nos deslocamentos de avião e trem. O mais barato que encontrei saía por R$118 na Mar & Sol -- compro lá há treze anos e é, de muito longe, a loja mais barata de artigos para camping e coisas do tipo em São Paulo. O tal do saco não é barato, mas a experiência mostra que ficar improvisando uma proteção ou pagar aquele negócio que enrola sua mala num plástico-casulo a cada viagem pode ser mais chato e mais caro ainda.
A outra coisa que faltava era um cadeado TSA.
TSA é a sigla para Transportation Security Administration, uma divisão do Department of Homeland Security (Segurança Nacional) dos EUA. Se você não quiser correr o risco de ter sua mala arrombada nas alfândegas de lá, é melhor usar um cadeado que tenha a entrada para uma das chaves-mestra a que os fiscais têm acesso (o número da chave-mestra é indicado ao lado do buraco da chave -- no caso da foto, é TSA003). O problema é que o cadeado custa caro. Na internet, não sai por menos de R$80. Consegui comprar por R$67 numa loja de malas do Shopping Plaza Sul (onde as coisas e até o câmbio são beeem mais baratos que a média), em São Paulo. (Não vou para os Estados Unidos desta vez, mas nunca se sabe, né? E resolvi comprar o tal do cadeado. Enfim, nem toda mania de viajante é fácil de explicar...)
O detalhe é o seguinte: se você é mochileiro, nunca, nunca use um cadeado TSA para trancar seu locker (ou armário) no albergue ou sua mala pensando que ninguém vai conseguir abrir. Infelizmente, já há muito mais gente no mundo com chaves-mestra TSA do que só os fiscais da alfândega dos EUA. Sendo assim, para locker, prefira cadeados normais com chave ou mesmo segredo. No caso de chave, deixe uma das cópias na guaiaca (ou moneybelt).
Por ora, é só. E quem quiser contribuir com dicas, que fique à vontade.
Atualização em 29/jul: Ah, sim, e veja se é possível passar seu cadeado no zíper e em algum tipo de alça fixa, para que o zíper não possa zanzar de um lado para o outro. É mais uma forma de evitar que a mala seja aberta.