Posterous theme by Cory Watilo

Hasta la vista, #Schumacher... mas Valência já não sofrerá com pouco público

Este post demorou um pouco a sair, é verdade. Talvez pela decepção -- sei que a divido com alguns que gostam de automobilismo --, ou mesmo pela desconfiança de que algo mais podia ter motivado o anúncio do retorno de Michael Schumacher que não apenas critérios técnicos (teria ele realmente estado de volta?). Na terça pela manhã, nos fusos horários brasileiros, o piloto divulgou nota em seu site cancelando o retorno.

Foram treze dias de expectativas diversas transformadas, principalmente, em receita para a Fórmula 1. A organização do GP da Europa (Valência-ESP, 23/ago) registrou um aumento de 50% nas vendas semana-a-semana a partir do anúncio. A promotora do evento, Valmor Sports, divulgou a comercialização de 10 mil entradas numa só destas semanas. Antes de Schumacher, o total era de 30 mil, considerado baixíssimo. 

Dois foram os reveses para a corrida de Valência: primeiro, o fato de Bernie Ecclestone, administrador dos direitos comerciais da Fórmula 1 através da Formula One Management (FOM), andou criticando a segurança da cidade, o que fez com que os jornais locais defendessem Valência citando os roubos dos quais eventualmente são vítimas em São Paulo; segundo, a ausência do espanhol Fernando Alonso por causa da suspensão da Renault. 

Quanto a este último ponto, a equipe já levou seus pertences para a Espanha, parece segura de que a FIA recuará na segunda-feira, quando julga o recurso. Manifestações no mesmo sentido têm sido vistas por parte dos organizadores da corrida. O diretor de operações da Valmor, Carlos Moreno, pediu àqueles que estivesse aguardando a liberação de Alonso para comprar seus ingressos, que o fizessem porque a empresa estava sendo avisada por todos os lados que ele estará em Valência.

Voltando a Schumacher, para encerrar: ele cumpriu uma missão comercial louvável (lembremos ainda que sua volta foi anunciada bem no dia em que a BMW dizia que deixaria a F1 em 2010, notícia que foi ofuscada). 

Sinceramente, duvido que ele conseguisse fazer muita coisa na categoria do jeito que está hoje, em que a tecnologia invariavelmente se superpõe ao talento -- vide o próprio Alonso, que é bom piloto e pouco consegue fazer em uma Renault que ficou para trás. De qualquer forma, existia a esperança de que o alemão mexesse com o brio de quem tem estado na pista ultimamente. Existia. E tudo fica como está.